
Proposta em Salvador quer separar funções de atendimento e caixa em farmácias.
Um Projeto de Lei apresentado na Câmara Municipal de Salvador está gerando debates importantes no setor farmacêutico. A proposta, de autoria do vereador Alex Alemão (DC), busca proibir que o mesmo funcionário realize o atendimento no balcão e a cobrança no caixa em farmácias e drogarias.
Impacto para a categoria
Para quem vive a realidade do varejo farmacêutico, essa proposta ecoa uma necessidade antiga. Muitas vezes, o farmacêutico ou o atendente de balcão se vê obrigado a interromper atendimentos cruciais para "passar compras" no caixa, o que afeta a qualidade do serviço e a segurança do paciente.
O acúmulo de funções é um fator de desgaste físico e mental, comprometendo a atenção necessária para orientações sobre interações medicamentosas e posologia. Assim, a separação de funções pode ser essencial para garantir um atendimento mais eficiente.
Justificativa e alcance do projeto
A justificativa para o projeto é clara: a divisão de funções assegura eficiência, protege o consumidor e melhora o tempo de qualidade dedicado ao cuidado, especialmente para idosos e pessoas com deficiência. A proposta visa resgatar a farmácia como um estabelecimento de saúde, não apenas um ponto de venda.
O projeto prevê exceções para microempresas com um único funcionário ou durante pausas operacionais, estabelecendo sanções para infratores que podem variar de advertências a multas. Se aprovado, entrará em vigor após 180 dias.
Reflexões para o setor farmacêutico
Embora a iniciativa seja municipal, ela provoca uma reflexão nacional sobre o papel do farmacêutico. Este profissional, que estudou anos para promover saúde, não deve ter suas funções divididas com tarefas administrativas como o fechamento de caixa.
A discussão levantada pelo projeto é sobre como valorizar a atuação do farmacêutico e melhorar o atendimento ao cliente. A proposta pode servir de modelo para outras cidades, incentivando uma mudança que reflita em melhorias gerais para o setor.



