
Projeto de Lei sobre piso salarial farmacêutico enfrenta entraves no Congresso.
O Impasse do Projeto de Lei 1.559/2021
O Projeto de Lei 1.559/2021, que propõe um piso salarial nacional para farmacêuticos de R$ 6.500,00 corrigido pela inflação, enfrenta dificuldades no Congresso Nacional. O projeto está há cinco anos sem avanços significativos, atualmente paralisado na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados.
A burocracia legislativa tem sido um grande obstáculo para a valorização da categoria farmacêutica. Desde a saída do deputado Hildo Rocha da comissão em julho, não houve designação de um novo relator, apesar das promessas do presidente da CFT, Merlong Solano, de que isso ocorreria em breve.
Desafios na Comissão de Finanças e Tributação
O projeto não foi incluído na reunião deliberativa prevista para 2 de setembro. Em vez disso, a agenda da comissão para o dia anterior concentra-se em uma audiência pública sobre o ICMBio, relegando a urgência do piso salarial farmacêutico.
Apesar do apelo do deputado Rogério Correia para que o projeto fosse pautado, a resposta foi evasiva, indicando apenas que o tema era relevante e estava em discussão com o governo. Esse cenário reflete um contraste de prioridades que impacta diretamente a categoria.
Reconhecimento e Pressões Contrárias
Enquanto o projeto de lei enfrenta entraves, a Câmara dos Deputados homenageou a Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) em julho, entidade que representa grandes redes varejistas e se opõe ao aumento salarial. Essa homenagem destaca o prestígio e a influência que o lobby patronal exerce nos bastidores.
Para que o projeto de lei avance, ainda será necessário superar a CFT, garantir a legalidade na CCJC, obter aprovação no Senado e alcançar a sanção presidencial. A exclusão atual da pauta não representa um cancelamento, mas evidencia o desequilíbrio de forças no Congresso.
Mobilização e Estratégias Futuras
O cenário atual exige uma revisão nas estratégias de mobilização da categoria farmacêutica. É crucial encontrar formas de aumentar a pressão política e garantir que o projeto de lei receba a atenção que merece.
Com a influência do lobby patronal e o reconhecimento oficial que ele recebe, a categoria farmacêutica precisa de uma ação coordenada e eficaz para equilibrar essa balança de poder e garantir a aprovação do piso salarial.



