Trabalhar em uma drogaria pode parecer, à primeira vista, uma tarefa comum no setor de saúde. No entanto, situações como a vivida por uma funcionária no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, mostram que a realidade é bem mais complexa. O incidente em questão envolveu um gerente agredindo verbalmente uma funcionária por ela ter bebido água durante o expediente.

A humilhação nas drogarias é a ponta do iceberg em um setor que precisa mudar.

Esse caso só ganhou visibilidade após uma cliente denunciar a situação nas redes sociais, resultando na demissão do agressor. Contudo, para muitos farmacêuticos, balconistas e atendentes, episódios como esse são parte de um cotidiano marcado por humilhações silenciosas. As restrições veladas ao uso de cadeiras durante longos plantões, a pressão para bater metas a qualquer custo e o olhar de reprovação por pausas para necessidades básicas são apenas alguns exemplos.

Esse cenário de desrespeito não se restringe a uma única drogaria. A cultura de metas agressivas e de assédio moral mascarado como gestão de equipe é uma realidade em muitas redes. Profissionais, que deveriam ser valorizados por seu papel essencial no cuidado à saúde, frequentemente se veem tratados como máquinas descartáveis.

O caso no Rio de Janeiro expõe um problema mais amplo: a cultura tóxica no ambiente de trabalho farmacêutico. Reconhecer esse problema é o primeiro passo para transformá-lo.

Uma mudança cultural é urgente. A classe farmacêutica precisa se unir para erradicar essa cultura de submissão e exigir o respeito que merece. A formação contínua e a capacitação em temas de ética e gestão podem ser ferramentas poderosas nesse processo. Cursos como Farmácia Clínica e Serviços Farmacêuticos podem ampliar o horizonte dos profissionais, fortalecendo a autonomia e a confiança necessária para enfrentar e transformar essa realidade.

Para mais informações sobre como melhorar o ambiente de trabalho nas farmácias e garantir um comportamento ético nas gestões, recomendamos a leitura de artigos como Desafios Éticos no Balcão Farmacêutico, que discutem os desafios e soluções na busca por um ambiente de trabalho mais justo e respeitoso.